terça-feira, 30 de setembro de 2014

A escolha

Até duas semanas atrás, eu era mais uma nesse mar infinito de terceiro-anistas que não sabem que carreira devem seguir. Mas como planejar o resto de nossas vidas se nem arrumar a cama direito sabemos ainda? Tem gente que, desde pequeninha, já sabe o que quer ser quando crescer. Tem gente que não tem escolha: a necessidade é quem manda. Tem gente que não decide nada e fica ali, esperando que algo aconteça. Eu, que tenho a oportunidade de optar, de planejar e me recusar, perdi-me em meio a tantos caminhos, cheios de coisinhas que poderiam me tornar uma mulher bem-sucedida. Mas uma mulher bem-sucedida pra quem? Eu, até então, optava por engenharia de produção. Com bom retorno financeiro e oferta de emprego gigante, me atraiu de imediato e apesar de incluir várias matérias que para mim são chatas e irritantes, a ideia de liderança intrínseca à profissão me seduziu. Gosto de estar à frente, de dar minha opinião e mudar aquilo que não me parece correto.
Porém, um projeto artístico aleatório em que me envolvi fez-me perceber que uma rotina sem fantasia e criatividade não combina comigo. Viver sem a liberdade de inventar e reinventar e refazer e remontar sempre, não é a minha praia. Em meio a traços, tintas, rabiscos e ideias de uma semana de arte maluca, decidi ser arquiteta. Assim, junto o minha adoração à arte ao meu amor pela matemática. Quero ser feliz fazendo coisinhas.

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